A CIDADE 

A Cidade
Localizado no Sul de Minas, o município de Gonçalves destaca-se pelas belezas naturais e pelo agradável clima subtropical de altitude. As temperaturas no verão variam de 18 a 32 graus e no inverno podem chegar a 7 graus negativos. Na Serra da Mantiqueira, em meio a florestas de araucárias e a belas cachoeiras, o município com 4.220 habitantes, segundo dados do IBGE de 2010, recebe anualmente milhares de turistas, vindo de diversas partes do Brasil e exterior, principalmente de São Paulo.

Manifestações Culturais
O município preserva tradições que garantem o ar interiorano da cidade, seja nas ruas do centro ou nos bairros rurais. As manifestações culturais mostram sua autenticidade com o resgate e valorização das expressões de raízes que não se perderam ao longo do tempo.

Arte & Artesanato
A diversidade de expressões culturais encontradas em Gonçalves se materializa em formas de escultura em madeira, móveis artesanais, tapetes e diversas peças de decoração. Matérias-prima como madeira, palha, fibras de bananeira, argila, tecido e linha ganham espaço nos ateliês e nas casas dos artesãos e designers. Gonçalves também é uma cidade adotada como lar por artistas plásticos, músicos, fotógrafos, artesãos e gourmets que aqui vieram se inspirar.

Religião
As manifestações religiosas se destacam com as festas dos padroeiros, tapetes de Corpus Christi, encenações e procissões na Semana Santa.

Congada
Na Congada, passando de geração para geração, é comum ver pais, filhos e netos, manifestando sua fé com alegria e devoção.

Moda de Viola
O talento musical é uma característica forte no Município. Diversas duplas mantêm a tradição das modas de viola que eram entoadas no passado. É comum ter apresentação dessas duplas em espaços públicos.

Lira Nossa Senhora das Dores
Gonçalves sempre teve característica artística proeminente, garantida por sua secular tradição musical, perpetuada através dos tempos pela excelência de sua banda municipal. Não é raro ver apresentações da Lira Nossa Senhora das Dores, na praça central ainda hoje, como há mais de 100 anos, compondo uma bucólica atmosfera.

Carros de boi
Nos bairros rurais ainda são encontrados carros de boi, primeiro meio de transporte do município. Alguns agricultores usam esse transporte para carregar milho e outros produtos que são produzidos nos sítios. É comum esses carros passarem pelo centro da cidade e encantarem a todos com seu ringir e suas histórias.

Produtos Orgânicos
A agricultura orgânica e biodinâmica ganha cada vez mais adeptos no município, pessoas interessadas em qualidade de vida e bem-estar, que aos poucos migram da agricultura convencional para o cultivo orgânico, atraindo consumidores conscientes e que valorizam essas técnicas de cultivo.

HISTÓRIA 

O Início – 1808

Muito antes de a história acontecer nas terras que hoje conhecemos por Gonçalves, nascia em Portugal Policarpo Teixeira de Andrade de Queiroz, em 26 de janeiro de 1808, na cidade de Advire. Criado pelo seu tio Joaquim José de Queiroz, adquiriu uma boa formação em letras e manipulação de fórmulas. Aos dezessete anos, interessado nas riquezas de Minas Gerais, foi para São João Del Rei, em busca de ouro, fortuna e tudo que ouviu dizer sobre a Colônia.
Quando Policarpo chegou ao Brasil em 1825, deixando para traz a tradição de sua família, encontrou as reservas de ouro em escassez. Mudou-se para Vila Nova de Itajubá, em 1834, e casou-se em 1837 com Felizarda Thomazia de Amaral.
Felizarda era filha natural do Padre Lourenço da Costa Moreira, o primeiro vigário dessa freguesia e um de seus fundadores. Em 1841, Policarpo mudou-se para Silveiras numa fazenda que comprou com o dinheiro que economizou durante anos, somado com o da herança de sua esposa.
De casa nova, Policarpo criou seis filhos: Luiz, Francisco, José Policarpo, Felizarda, Joaquim e o caçula Policarpo Júnior, que herdaram de seu pai a mesma herança de Portugal.
Policarpo não educou apenas filhos, educou líderes comunitários que mais tarde fundariam um partido liberal em Pouso Alegre. Nos anos de 1873 a 1877, Policarpo Júnior presidiu o partido e fundou o jornal liberalista “O Mineiro”, juntamente com seus irmãos Joaquim e Luiz. O partido se extinguiu quando Policarpo Júnior adoeceu e foi se tratar em Penha do Rio Peixe (hoje Itapira).
Durante sua recuperação, Policarpo Júnior fez e cumpriu uma promessa a Nossa Senhora das Dores; doou seis alqueires de terra da Fazenda Rio Manso, situada na divisa entre Minas e São Paulo, para construção de uma capela.

1878

Em 1878 a capela já estava construída de sapé e taipa, foi transferida em 1897, por sentença judicial, para as margens do rio Sapucaí, local da atual matriz. Sua transferência se deu, pois houve discórdia entre os primeiros moradores e herdeiros da fazenda.
Residiam no local, onde a capela foi construída, três colonos mestiços e solteiros, denominados Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves e Antônio Gonçalves, que não deixaram herdeiros, mas legaram seus nomes a capela conhecida popularmente como Capela das Dores dos Gonçalves.
O pequeno povoado, que se formava entre serras, tinha pessoas empenhadas para o seu desenvolvimento, um deles era o Capitão Antônio Carlos, que junto a Bueno de Paiva, elevou Gonçalves a Distrito da Paz, trouxe a Agência dos Correios e o Cartório de Registro Civil, além de lavrar em ata a fundação da Lira Nossa Senhora das Dores, em 1909. O povo de Gonçalves então passou a contar com instrução musical, que divulgou o lugar, atraindo novos moradores.

1920 A 1932

O distrito começava a crescer formando os primeiros estabelecimentos comerciais. A construção do alicerce da atual Igreja Matriz foi iniciada em 1920, por iniciativa das famílias Gonçalvenses, que buscavam com carros de boi, maciços blocos de pedra da região. Seu desenvolvimento foi retardado, como em todas as cidades da divisa de Minas com São Paulo, devido às revoluções de 1928, 1930 e 1932.

1949 a 1965

No ano de 1949 foi concluída a reforma da igreja com a construção de uma torre com estilo moderno. Sua inauguração foi anunciada através do megafone e de impressos distribuídos entre os moradores.
Em 1953, teve Início o movimento para desligar Gonçalves do Município de Paraisópolis e em 1° de Março de 1963, se deu a instalação do município, com um Prefeito Interino, até as eleições, quando assumiu a prefeitura o primeiro prefeito, por eleições diretas.
1965 foi o ano da instalação do destacamento da Polícia Militar, com 2 policiais.

1970 a 1993

1970 – Inauguração do Posto de Saúde, que só a partir dessa data começou a atender a população.
1972 / 73 – Instalação da CEMIG e criação do curso ginasial.
1973 – Construção da atual Igreja Matriz.
1975/76 – Instalação do telefone público.
1978 – Criação da Paróquia Nossa Senhora das Dores.
1986 – Instalação do telefone particular.
1993 – A E. E. “João Ribeiro da Silva” passou a funcionar no prédio novo, construído pela Prefeitura.

1994 a 2000

1994 – Gonçalves passou a integrar o sistema DDD/DDI.
1994 – O Executivo Municipal autoriza a firmação do contrato com o Banco do Brasil, para prestação de serviços ao município.
1997 – Municipalização das turmas de 1° a 4° série e suplência, da Escola Estadual “João Ribeiro da Silva”.
1997 – Concessão dos serviços de abastecimentos de água e de esgotamento sanitário à COPASA.
1998 – Foi denominada a Escola Municipal “Antenor Vieira da Silva”.
1999 – Institui o Programa nacional da Família – PSF.
2000 – A cidade começa a se destacar como destino turístico, atraindo novos comércios, como pousadas e restaurantes.

2001 a 2013

2001 – Foi criada a Rádio Comunitária.
2001 – Firma convênio com a Caixa Econômica Federal.
2002 – Gonçalves adere ao Circuito Turístico Serras Verdes do Sul de Minas.
2005 – Pavimentação da estrada que liga Gonçalves a MG 173, em Outubro.
2006 – Instalação de torre para internet via rádio.
2008 – Instalação da Torre de celular.
2010 – Reforma da Praça da Matriz.
2010 – Construção da Farmácia Municipal.
2011- Inauguração das UBS do Lambari e Barra
2013- Inauguração da UBS de São Sebastião
2013 – Inauguração da Farmácia de Minas